E a minha alma alegra-se com seu sorriso, um sorriso amplo e humano, como o aplauso de uma multidão...{Fernando Pessoa}

Se refletem no meu Espelho...




Ética

L'AMOUR






L'amour
L'amour, hum hum, pas pour moi,
Tous ces "toujours",
C'est pas net, ça joue des tours,
Ca s'approche sans se montrer,
Comme un traître de velours,
Ca me blesse, ou me lasse, selon les jours

L'amour, hum hum, ça ne vaut rien,
Ça m'inquiète de tout,
Et ça se déguise en doux,
Quand ça gronde, quand ça me mord,
Alors oui, c'est pire que tout,
Car j'en veux, hum hum, plus encore,

Pourquoi faire ce tas de plaisirs, de frissons, de caresses, de pauvres promesses ?
A quoi bon se laisser reprendre
Le coeur en chamade,
Ne rien y comprendre,
C'est une embuscade,

L'amour ça ne va pas,
C'est pas du Yves Saint Laurent,
Ca ne tombe pas parfaitement,
Si je ne trouve pas mon style ce n'est pas faute d'essayer,
Et l'amour j'laisse tomber !

A quoi bon ce tas de plaisirs, de frissons, de caresses, de pauvres promesses ?
Pourquoi faire se laisser reprendre,
Le coeur en chamade,
Ne rien y comprendre,
C'est une embuscade,

L'amour, hum hum, j'en veux pas
J'préfère de temps en temps
Je préfère le goût du vent
Le goût étrange et doux de la peau de mes amants,
Mais l'amour, hum hum, pas vraiment !

The Silence




Deixou que o silêncio levemente lhe tocasse o rosto.
O silêncio que já lhe tocara antes e que lhe tocará depois.
O silêncio que só fala do silêncio.
O silêncio que é belo sem ter porquês.
É porque é. Assim é, assim seja.
(Luciana Machado)


Feel The Silence
You lie awake at night
With blue eyes that never cry
All you remember now
Is what you feel

The truth remains
In midnight conversations
I asked for this moment
But you turned away

Sad like a lonely child
Broken the day you're born
I held the light to you
But I was so vain

And you remain
A promise unfulfilled
I ask you for more
But you push me away

And if we feel the silence
Holding this all inside
Everything means more now than
Words could explain

And if we feel the silence
Holding this all inside us
Looking for something more to say
I don't know where I'm going
Only know where I been
But you move through my soul like a hurricane wind
We've been so lost for so long
I don't know how to get back again
And we're drowning in the water
That flows under this bridge
When you're fighting the current
You forget how to live
And I wanted to reach you but I don't know where to begin
And you remain
A promise unfulfilled until today

And if we feel the silence
Holding this all inside
Everything means more now than
Words could explain
And if we feel the silence
Leaving this all behind us
When it's gone what will you say

How do we hold on
How do we hold on
How do we hold on
How do we hold on
How do we hold on

You lie awake at night
With blue eyes that never cry

Vôo mais ALTO...




"Quero sempre o vôo mais alto, a vista mais bonita, o beijo mais doce. Tenho um coração que quase me engole, uma força que nunca me deixa e uma rebeldia que às vezes me cega. Não gosto de café morno, de conversa mole, nem de noite sem estrela.

Sou bem mais feliz que triste, mas às vezes fico distante. E me perco em mim, como se não houvesse começo nem fim nessa coisa de pensar e achar explicação para a vida. Explicação mesmo eu sei: não há. E me agarro no meu sentir, porque, no fundo, só meu coração sabe. E esse mesmo coração que me guia e não quer grades nem cobranças, às vezes me deixa sem rumo, com uma interrogação bem no meio da frase: o que eu quero mesmo?

Por isso, eu te peço: se eu gostar de você, tenha a gentileza de não me deixar tão solta. Não me pergunte aonde vou, mas me peça pra voltar. Sou fácil de ler, mas não me pergunte por que o mesmo refrão insiste em tocar tanto. Se eu gostar de você, tenha a delicadeza de também gostar de mim. E me deixe ser assim, exatamente como eu sou. Meio gato, meio gente. Desconfiada e independente. E adoradora de todos os luxos e lixos do mundo."

(Fernanda Mello)

Poema Quebrado



Letra, melodia, TUDO LINDO..

Poema Quebrado
Oswaldo Montenegro
Composição: Oswaldo Montenegro
Eu era apenas rio
Esperando que você navegasse
Poema quebrado no frio
Num salão vazio
Esperando que você recitasse
Eu era manhã cinzenta
Esperando de você a aurora
Um lobo de olhar em brasa
Te vendo em casa
(e o lobo do lado de fora)
E eu era, quem diria
A melodia que jamais compusera
E eu, que jamais daria
Era o verbo dar
Dizendo assim: quem dera!
Então não vá embora
Agora que eu posso dizer
Eu já era o que sou agora
Mas agora gosto de ser

Dentro do meu EU!

Em contemplação e análise



dentro do meu EU!

Vagueia
Devaneia
Já apanhou à beça
Mas para quem sabe olhar
A flor também é
Ferida aberta
E não se vê chorar

Livro...Uma das minhas melhores Cia...





Não consigo parar de ler. Toda noite tem um livro em minha cama. Às vezes acabo dormindo com dois. E se conheço outro, quero também. Se não conheço, eu procuro. Acho que sempre haverá um livro em minha cama...

Simples assim...




Em luta, meu ser se parte em dois. Um que foge, outro que aceita. O que aceita diz: não. Eu não quero pensar no que virá: quero pensar no que é. Agora. No que está sendo. Pensar no que ainda não veio é fugir, buscar apoio em coisas externas a mim, de cuja consistência não posso duvidar porque não a conheço. Pensar no que está sendo, ou antes, não, não pensar, mas enfrentar e penetrar no que está sendo é coragem. Pensar é ainda fuga: aprender subjetivamente a realidade de maneira a não assustar. Entrar nela significa viver.
{Caio Fernando Abreu}

Aviso...




Mas ei, aviso você que sou complicada de entender,
confusa ao me expressar e tenho uma incrível mania de ficar calada quando mais deveria falar.
Mas agora eu estou fazendo meu novo caminho,
colocando os sentimentos em ordem. Não que você se importe."

Ouvi dizer que quando achamos que as pessoas
com quem convivemos e até aquelas que apenas conhecemos “de vista”
estão muito bem é porque, na verdade, quem está bem somos nós mesmos.
Quando você paira os olhos sobre o cenário geral e tudo parece estar certo,
exatamente certo, e FELIZ, é sinal de que a paz vem primeiro dentro de você.


Paciência...



Sou humana,
mas gostaria de ser como uma máquina,
com o dilema pós-humano antecipado,
que tivesse como desligar a função
do sentimento e da decepção

My Heart




"O coração da gente gosta de atenção. De cuidados cotidianos. De mimos repentinos.
De ser alimentado com iguarias finas, como a beleza, o riso, o afeto.
Gosta quando espalhamos os seus brinquedos no chão e sentamos com ele para brincar.
E há momentos em que tudo o que ele precisa é que preparemos
banhos de imersão na quietude para lavarmos, uma a uma, as partes que lhe doem.
É que o levemos para revisitar, na memória, instantes ensolarados de amor
capazes de ajudá-lo a mudar a freqüência do sentimento.
Há momentos em que tudo o que precisa é que reservemos algum tempo a sós
com ele para desapertá-lo com toda delicadeza possível.
Coração precisa de espaço."

Ana Jácomo

She's A Star



Esta música é um mimo para mim, primeiro pq MEREÇO e também pela consciência de ter luz própria, que brilha, umas vezes mais,
outras menos, depende do q estou sentindo ou recebendo de pessoas, de atitudes,da vida,de mim mesma.
Mas algo é certo: MINHA LUZ SEMPRE ESTÁ ALI, iluminando a mim, a quem me cerca.
Usufruir de meu brilho, é privilégio para poucos, nem todos conseguem, FELIZMENTE!!!
e são estes poucos que fazem a diferença em minha vida.
EU ME AMO e modestamente, EU BRILHO e BRILHO BEM..rs

She's A Star
Whenever she's feeling empty
Whenever she's feeling insecure
Whenever her face is frozen
Unable to fake it anymore

Her shadow is always with her
Her shadow could always keep her small
So frightened that he won't love her
She builds up a wall

Oh no, she knows where to hide in the dark
Oh no, she's nowhere to hide in the dark
She's a star
She's a star

She's been in disguise forever
She's tried to disguise her stellar views
Much brighter than all this static
Now she's coming through

Oh no, she knows where to hide in the dark
Oh no, she's nowhere to hide in the dark
She's a star
She's a star

Don't tell her to turn down
Put on your shades if you can't see
Don't tell her to turn down
Turn up the flame
She's a star
She's a star

It's a long road

O DIFÍCIL (e mais VERDADEIRO)




Gostamos das pessoas que vivem divertidas, a sorrir, otimistas e isso, ao contrário do que muitos asseguram, não é uma condição, é uma vontade.
Não é algo que apenas nasce conosco, mas sim algo que se trabalha e educa,
que cresce e amadurece.
Um dos segredos para essa boa disposição é ser extremamente tolerante,
levar a vida sem grandes dramas,
desdramatizando os contratempos, as atitudes e,
sobretudo, os erros: os nossos e os dos outros.

Ironizando e sorrindo sempre para o que complica a vida,
deixando assim o destino sem argumentos.

Mas, quase como castigo por tamanha desfaçatez,
a tolerância excessiva tem um preço: a intolerância.
Porque é da nossa essência, queremos sempre mais e sempre o mesmo.
Se nos habituam a seda, reagimos mal à lã, se nos deram calor,
vamos cobrar o frio e assim, nos dias cinzentos, quando precisamos de um ombro,
normalmente temos um olhar desconfiado,
de quem não está habituado a um rosto fechado.

Ironia, é precisamente nesses momentos de confronto,
que fica provado o nosso valor para os outros:
afinal, gostarem de nós quando estamos bem, é fácil.
O difícil (e mais verdadeiro) é gostarem, ainda mais, quando não estamos.

É um processo longo e difícil, como sempre o são as aproximações entre duas pessoas habituadas a estarem sozinhas.
Primeiro parece fácil, é o coração que arrasta a cabeça,
a vontade de ser feliz que cala as dúvidas e os medos,
mas depois é a cabeça que trava o coração,
as pequenas coisas que parecem derrotar as grandes,
um sufoco inexplicável que parece instalar-se onde antes estava a intimidade.

É preciso saber passar tudo isso e conseguir chegar mais além,
onde a cumplicidade de tudo, o mais difícil de atingir
nos torna verdadeiramente amantes.

E se me perguntam, mais um round? Claro que sim.

Vida...




Vida é um verbo.
Vida não é um substantivo,
é realmente viver, não vida.

Não é amor, é amar.
Não é relação, é relacionar.
Não é uma canção, é cantar.
Não é uma dança, é dançar.

Vê a diferença, sente o sabor da diferença.

MENOS



Estou aprendendo com uma pessoa que conheci e se tornou essencial para mim (e isto não é exagero...risos), a ser MENOS, não menos em escassez, mas em valorização de atos, palavras, para que quando acontecer, seja realmente valorizado, sentido, absorvido e visto como ÚNICO, ja´que tenho mania de exagerar em quase tudo, sei lá, algo meu, não q não goste, gosto, mas sempre, o tempo todo assim, exageradamente, sufoca, enjoa e pode se tornar comum, e tudo que não quero e nem irei ser, é COMUM. Por isto,reaprendendo com ele, a controlar esta minha caracteríStica,que pode se tornar banal, se não for dosada.

Por isto, quando li este texto, lembrei do quanto pode fazer a diferença o MENOS!

UM findi BIG a todos, beijos e um beijo especial a vc, meu MENOS..rs
Com Deus, SEMPRE!

A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras: É deixar de ser "copo" para tornar-se um "lago". Somos o que fazemos, mas somos principalmente, o que fazemos para mudar o que somos.
(Autor desconhecido)

O AMOR sem PALAVRAS



O amor. sem palavras. Ou. A palavra amor, sem amor. Sendo amor, ou. A palavra ou.
Sem substituir nem ser substituída por. Si, a palavra si, sem ser de signada ou gnificada por.
O amor. Entre si e o que se. Chama amor, como se. Amasse (esse pedaço de papel escrito amor).
Somasse o amor ao nome amor, onde ecoa.
O mar, onde some o mar onde soa.
A palavra amor, sem palavras.


Arnaldo Antunes

FRÁGIL



Você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar.

Caio Fernando Abreu

Minha ALMA e EU




Então ficamos
minha alma e eu
olhando o corpo teu sem entender
como é que a alma entra nessa história
afinal o amor é tão carnal
eu bem que tento
tento entender
mas a minha alma não quer nem saber
só quer entrar em você
como tantas vezes já me viu fazer...

Zeca Baleiro

NESTA PRAIA




Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.

Sophia de Mello Breyner Andresen

SAIR de CENA


Uma das coisas que aprendi com pessoas 
de grande sabedoria é saber sair de cena, deixar o palco, 
sair da roda, mudar de assunto.
Saber o momento exato
de fazer com que os holofotes fiquem
sobre os outros e não sobre você.
No mundo competitivo em que vivemos
a sua presença “marcante” pode marcar demais.
A sua idéia “brilhante” pode brilhar demais.
A forma “inovadora” de pensar pode inovar demais.
E nem sempre as pessoas estão dispostas
a deixar você brilhar impunemente.
É hora de sair de cena.
Nem que seja por um tempo.
É preciso fazer os outros pensarem que você desistiu.
É preciso dar a chance das pessoas acharem
que você não quer mais estar no palco.
Mas saber sair de cena é uma arte tão importante
quanto saber entrar em cena.
Todo ator sabe disso.
Assim, é preciso sair de cena com classe.
É preciso sair de cena com a discrição de um lorde inglês.
Quando as pessoas sentem-se ameaçadas por você
e começam a ter respostas agressivas desproporcionais,
talvez seja a hora de sair de cena.
Quando você, sem ter desejado ou planejado,
começa a aparecer muito na sua área de atuação ou
no seu setor de trabalho, talvez seja a hora de sair de cena por um tempo.
Saber sair de cena é também saber mudar de assunto.
Quando as pessoas vêm lhe perguntar comentar sobre o seu 
sucesso, sobre seus bens materiais, seu possível enriquecimento, 
etc., querendo fazer você falar sobre você
–é hora de mudar de assunto.
É hora de sair de cena.
Os sábios sabem que você nada ganhará 
falando de você mesmo para os outros.
Nem bem, nem mau. Mude de assunto.
Saia de cena. Não caia nessa armadilha.

Assim É A Vida...

Uma História de Amor Impossível

Sem muito a dizer, até porque este texto de Paulo Coelho, nem precisa
de comentários, é ler, sentir, absorver e levar a "moral da história" dentro do coração de cada um.

beijosss no ♥, com DEUS e BEM, SEMPRE




Conta a lenda que uma jovem mariposa

-de corpo frágil e alma sensível-

voava ao sabor do vento certa tarde,

quando viu uma estrela muito brilhante,

e se apaixonou.

Excitadíssima, voltou imediatamente para casa,

louca para contar à mãe que havia descoberto

o que era o amor.

-Que bobagem! -foi a resposta fria que escutou.

-As estrelas não foram feitas

para que as mariposas possam voar em torno delas.

Procure um poste ou um abajur,

e se apaixone por algo assim;

para isso nós fomos criadas.

Decepcionada, a mariposa resolveu

simplesmente ignorar o comentário da mãe,

e permitiu-se ficar de novo alegre

com a sua descoberta.

-Que maravilha poder sonhar! -pensava.

Na noite seguinte,

a estrela continuava no mesmo lugar,

e ela decidiu que iria subir até o céu,

voar em torno daquela luz radiante,

e demonstrar seu amor.

Foi muito difícil

ir além da altura com a qual estava acostumada,

mas conseguiu subir alguns metros acima

do seu vôo normal.

Entendeu que, se cada dia progredisse um pouquinho,

iria terminar chegando na estrela,

então armou-se de paciência e

começou a tentar vencer a distância

que a separava de seu amor.

Esperava com ansiedade que a noite descesse,

e quando via os primeiros raios da estrela,

batia ansiosamente suas asas em direção ao firmamento.

Sua mãe ficava cada vez mais furiosa:

-Estou muito decepcionada com a minha filha -dizia.

-Todas as suas irmãs, primas e sobrinhas

já têm lindas queimaduras nas asas,

provocadas por lâmpadas!

Só o calor de uma lâmpada é capaz

de aquecer o coração de uma mariposa;

você devia deixar de lado estes sonhos inúteis,

e arranjar um amor que possa atingir.

A jovem mariposa, irritada

porque ninguém respeitava o que sentia,

resolveu sair de casa.

Mas, no fundo -como, aliás, sempre acontece

-ficou marcada pelas palavras da mãe,

e achou que ela tinha razão.

Por algum tempo,

tentou esquecer a estrela e apaixonar-se

pela luz dos abajures de casas suntuosas,

pelas luminárias que mostravam

as cores de quadros magníficos,

pelo fogo das velas que queimavam

nas mais belas catedrais do mundo.

Mas seu coração não conseguia esquecer a estrela,

e, depois de ver que a vida sem o seu verdadeiro amor

não tinha sentido, resolveu retomar

sua caminhada em direção ao céu.

Noite após noite, tentava voar o mais alto possível,

mas quando a manhã chegava, estava com o corpo gelado

e a alma mergulhada na tristeza.

Entretanto, à medida que ia ficando mais velha,

passou a prestar atenção em tudo que via à sua volta.

Lá do alto, podia enxergar as cidades cheias de luzes,

onde provavelmente suas primas, irmãs e sobrinhas

já tinham encontrado um amor.

Via as montanhas geladas,

os oceanos com ondas gigantescas,

as nuvens que mudavam de forma a cada minuto.

A mariposa começou a amar cada vez mais sua estrela,

porque era ela quem a empurrava para ver um mundo

tão rico e tão lindo.

Muito tempo se passou,

e um belo dia ela resolveu voltar à sua casa.

Foi então que soube pelos vizinhos

que sua mãe, suas irmãs, primas e sobrinhas,

e todas as mariposas que havia conhecido

já tinham morrido queimadas nas lâmpadas

e nas chamas das velas,

destruídas pelo amor que julgavam fácil.

A mariposa, embora jamais tenha conseguido

chegar à sua estrela, viveu muitos anos ainda,

descobrindo toda noite algo diferente e interessante.

E compreendendo que, às vezes,

os amores impossíveis trazem

muito mais alegrias e benefícios

que aqueles que estão ao alcance de nossas mãos.

Paulo Coelho.

Estou Aqui - Jota Quest

Eu quero mais do que você
imagina que vou ter
dos meus sonhos não vou desistir

Eu sou pontos de interrogação
sem respostas na canção
só entenda
que nunca serei
o que querem pra mim

Não sou mais menino pra chorar
sou um homem vou buscar
meu destino,
eu vou mais além

Será,
que o mundo vai me dar
uma chance de lutar

Ninguem sabe que eu,
Estou aqui
Mas sei tudo o que eu quero viver
dos meus sonhos vou fazer
um caminho traçado por mim

Por que todos querem controlar
qualquer coisa que eu pensar
se pra eles não Estou aqui

Você vai um dia perceber
que eu só quero te entender
e o meu nome você vai guardar

E eu quero ainda te provar
que é você quem vai ficar
do meu lado
se tudo estiver contra mim
todos tentam me dizer
que eu preciso crescer

Mas ainda não tenho certeza
do que quero ser
Tenho toda certeza
daquilo que não vou fazer

Mas sei tudo que eu quero viver
dos meus sonhos vou fazer
um caminho traçado por mim

Por que todos querem controlar
qualquer coisa que eu pensar
se pra eles não Estou aqui

Sou mais eu
Estou aqui, estou aqui,estou aqui...

Amar é...

Estação de Perdas

Bom diaa...

Li e vim compartilhar.Compartilhar sempre é bom...Troca é essencial. Sem troca,
tudo parece isolado, sem sentido, algo vivido unilateralmente e acaba-se tornando mais razão que emoção.
E nem sempre é bom estar e/ou ter razão. Bom mesmo é sentir, sentir,sentir...mas
sem perder o equilíbrio. Razão poda, equilíbrio floresce e reafirma pessoas
e sentimentos, tornando-os especiais, únicos, essenciais.
Quero este equilíbrio, sempre, mesmo que as vezes me deixe tomar apenas pela emoção...

beijosss no ♥, ótima sexta, com Deus e bem sempre.




Há horas em nossa vida que somos tomados por
uma enorme sensação de inutilidade, de vazio...
Questionamos o porquê de nossa existência e
nada parece fazer sentido.
Concentramos nossa atenção no lado mais cruel
da vida, aquele que é implacável e a todos afeta
indistintamente: As perdas do ser humano.

Ao nascer, perdemos o aconchego ,
a segurança e a proteção do útero.
Estamos, a partir de então, por nossa conta.
Sozinhos.
Começamos a vida em perda e nela continuamos.
Paradoxalmente, no momento em que perdemos algo,
outras possibilidades nos surgem.
Ao perdermos o aconchego do útero,
ganhamos os braços do mundo.
Ele nos acolhe: nos encanta e nos assusta,
nos eleva e nos destrói...
E continuamos a perder...e seguimos a ganhar.
Perdemos primeiro a inocência da infância.
A confiança absoluta na mão que segura nossa mão,
a coragem de andar na bicicleta sem rodinhas
por que alguém ao nosso lado nos assegura
que não nos deixará cair...
E ao perdê-la, adquirimos a capacidade de questionar.
Por que? Perguntamos a todos e de tudo...
Abrimos portas para um novo mundo e fechamos janelas,
irremediavelmente deixadas para trás...

Estamos crescendo.
Nascer,
crescer,
adolescer,
amadurecer,
envelhecer,
morrer,
renascer (?)...

Vamos perdendo aos poucos alguns
direitos e conquistando outros.
Perdemos o direito de poder chorar bem
alto, aos gritos mesmo, quando algo
nos é tomado contra a vontade.
Perdemos o direito de dizer absolutamente
tudo que nos passa pela cabeça sem
medo de causar melindres.
Assim, se nossa tia às vezes nos parece gorda
tememos dizer-lhe isso.

Receamos dar risadas escandalosamente da
bermuda ridícula do vizinho ou puxar as
pelanquinhas do braço da vó com a
maior naturalidade do mundo e ainda
falar bem alto sobre o assunto.
Estamos crescidos e nos ensinam que não
devemos ser tão sinceros.
E aprendemos..
E vamos adolescendo...
ganhamos peso,
ganhamos, seios,
ganhamos pelos,
ganhamos altura....
ganhamos o mundo.
Neste ponto, vivemos em grande conflito.
O mundo todo nos parece inadequado
aos nossos sonhos...
ah! os sonhos!!!
Ganhamos muitos sonhos.
Sonhamos dormindo,
sonhamos acordados,
sonhamos o tempo todo.

Aí de repente, caímos na real!
Estamos amadurecendo...todos nos admiram.
Tornamo-nos equilibrados, contidos, ponderados.
Perdemos a espontaneidade.
Passamos a utilizar o raciocínio, a razão acima de tudo.
Mas não é justamente essa a condição que nos coloca acima (?) dos outros animais?
A racionalidade, a capacidade de organizar nossas ações de modo lógico e racionalmente planejado? (???)

E continuamos amadurecendo....
ganhamos um carro novo,
um companheiro, ganhamos um diploma.
E desgraçadamente perdemos o direito de gargalhar,
de andar descalço, tomar banho de chuva,
lamber os dedos e soltar pum sem querer...
Mas perdemos peso!!!
Já não pulamos mais no pescoço de quem amamos
e tascamos - lhe aquele beijo estalado...
mas apertamos as mãos de todos,
ganhamos novos amigos,
ganhamos um bom salário,
ganhamos reconhecimento,
honrarias,
títulos honorários e
a chave da cidade...
E assim, vamos ganhando tempo....
enquanto envelhecemos.

De repente percebemos que ganhamos algumas rugas,
algumas dores nas costas (ou nas pernas),
ganhamos celulite, estrias, ganhamos peso...
e perdemos cabelos.
Nos damos conta que perdemos
também o brilho no olhar,
esquecemos os nossos sonhos,
deixamos de sorrir...
perdemos a esperança.
Estamos envelhecendo.

Não podemos deixar pra fazer algo
quando estivermos morrendo...
afinal, quem nos garante que haverá mesmo
um renascer, exceto aquele que se faz em vida,
pelo perdão a si próprio, pelo compreender que
as perdas fazem parte, mas que apesar delas,
o sol continua brilhando e felizmente
chove de vez em quando,
que a primavera sempre chega após o inverno,
que necessita do outono que o antecede...

Que a gente cresça e não envelheça simplesmente...
Que tenhamos dores nas costas e alguém que as massageie...
Que tenhamos rugas e boas lembranças...
Que tenhamos juízo mas mantenhamos o bom humor
e um pouco de ousadia...
Que sejamos racionais, mas lutemos por nossos sonhos...
E, principalmente, que não digamos apenas eu te amo,
mas ajamos de modo que aqueles a quem amamos,
sintam-se amados mais do que saibam-se amados.

Afinal, o que é o tempo?
(desconheço o autor)

Estamos com fome de amor...

Li este texto de um dos escritores brasileiros que mais gosto, pela "inteligência bruta" as vezes, em expor sua visão do cotidiano e em me fazer refletir e ver sobre outra ótica, a simplicidade que na maioria das vezes, é assimilada, mas não absorvida.
Espero que gostem ,beijosss carinhosos, uma linda tarde, com Deus e bem sempre.


Ps.: Ser "idiota e/ou ridículo" as vezes, só é possível para quem
tem autencidade, coragem e se entrega ao que de melhor é oferecido ou despertado por outra (s) pessoa (s): SENTIMENTOS, os no mínimo bons, claro...risos
Por isto, não fujo, me entrego, demonstro.
"Tudo de melhor, ser "idiota" as vezes, arrisque-se, vale a pena.





Estamos com fome de amor...


(Arnaldo Jabor)

O que temos visto por ai ???

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micro e transparentes.

Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plásticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer... mas???

Chegam sozinhas e saem sozinhas...

Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos...

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dancer", incrível.

E não é só sexo não!

Se fosse, era resolvido fácil, alguém dúvida?

Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo!

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho, sem necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama ... sexo de academia . . .

Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçadinhos, sem se preocuparem com as posições cabalísticas...

Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega?

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção...

Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós...

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos "ORKUT", "PAR-PERFEITO" e tantos outros, veja o número de comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra viver sozinho!"

Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis. Se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, se mutilando em nome da tal "beleza"...

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens com cara de bonecas, sem rugas, sorriso preso e cada vez mais sozinhos...

Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário...

Pra chegar a escrever essas bobagens? (mais que verdadeiras) É preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa...
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodê, brega, famílias preconceituosas...

Alô gente!!! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados...

Mas e daí? Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado...
"Pague mico", saia gritando e falando o que sente, demonstre amor...

Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais...

Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem a ver com o que imaginou mas que pode ser a mulher da sua vida...
E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois...

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza?

Um ditado tibetano diz: "Se um problema é grande demais, não pense nele... E, se é pequeno demais, pra quê pensar nele?"

Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado...

O que realmente não dá é para continuarmos achando que viver é out... ou in...

Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas maquiada, e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda na TV, e também na playboy e nos banheiros. Eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso lado, para ser a mãe dos nossos filhos. Gostamos sim de olhar, e imaginar a gostosa, mas é só isso, as mulheres inteligentes entendem e compreendem isso.

Queira do seu lado a mulher inteligente.
"Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida"...

Por que ter medo de dizer isso, por que ter medo de dizer: "amo você", "fica comigo"?
Então, não se importe com a opinião dos outros. Seja feliz!

Antes ser idiota para as pessoas que infeliz para si mesmo!


Para ler, divulgar e . . . praticar !
(JORNAL O DIA! Arnaldo Jabor)

Eu que era Eu



Sim, porque eu já fui eu ...
Mas cheguei à triste conclusão de que não sou mais eu.
Meu nome, que por isso mesmo, já esqueci,
não interessa mais a ninguém.
Para um médico, sou apenas cliente.
Num restaurante, sou freguês.
Quando alugo uma casa, viro inquilino.
Na condução sou passageiro.
Nos correios, sou remetente.
No supermercado sou consumidor.
Para o Imposto de Renda sou contribuinte,
Com o prazo vencido sou inadimplente e se não pago sou sonegador.
Para votar, sou eleitor; mas no comício sou massa.
Viajar? Viro turista.
Na rua, caminhando, sou pedestre; e se me atropelam sou acidentado;
No hospital viro paciente e para os jornais sou vítima.
Se compro um livro, viro leitor; para o rádio sou ouvinte;
para o Ibope, espectador e, para o futebol, eu,
que já fui torcedor, virei galera.
Para acabar com esse complexo... sim, porque estou complexado ...
aconselharam-me a procurar um terreiro. Mas foi tiro n'água.
Assim que falei com o pai-de-santo, virei mi-zi-fi-i-nho.
Já que, quando morrer, ninguém vai se lembrar do meu nome.
Vão me chamar de finado, o extinto, o defunto e,
em certos casos círculos, até de o desencarnado ...
E pensar que, no meu apogeu, já fui mais eu.