E a minha alma alegra-se com seu sorriso, um sorriso amplo e humano, como o aplauso de uma multidão...{Fernando Pessoa}

Se refletem no meu Espelho...

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O melhor do abraço...

Mas o melhor do abraço não é a ideia dos braços 
facilitarem o encontro dos corpos. 
O melhor do abraço é a sutileza dele. 
A mística dele. A poesia.  
O segredo de literalmente aproximar um 
coração do outro para conversarem no silêncio que dá descanso à palavra. 
O silêncio onde tudo é dito sem que nenhuma letra precise se juntar à outra. 
O melhor do abraço é o charme de fazer com que a eternidade caiba em segundos. 
A mágica de possibilitar que duas pessoas visitem o céu no mesmo instante...

Duas vidas...

A lonjura mais difícil de ser encurtada
           é quando duas vidas  
                desaprendem o diálogo 
                      que inclui o coração

Respirar grande...

Tem vez que a vida da gente cansa. 
Pele sem viço, olhos sem lume, pés doloridos, 
os ombros retesados pelo peso que carregamos. 
Cansa e senta um pouco para descansar, 
respirar grande, recobrar o fôlego. 
Cansa e procura sombras de árvores, banhos de silêncio, 
acalantos capazes de fazer os medos dormirem. 
A vida da gente cansa, sim, vez ou outra.
 Quando acontece, o melhor a fazer é 
ouvir-lhe as razões com o coração. 
Permitir-lhe o cansaço e uma pausa pra repouso. 
Trocar os lençóis, suavizar a luz, massagear-lhe as costas, 
e lhe dizer mais ou menos assim: 
descansa um pouco, minha vida. 
Descansa. Depois, fica aqui, de novo, inteira comigo. 
Vem regar as sementes que ainda vão florescer...

É uma prioridade

É muito complicado passar tanto tempo na companhia 
de alguém que a gente não curte.
De alguém que a gente não está conseguindo olhar nos olhos. 
De alguém cuja voz nos irrita.
De alguém que não conseguimos permanecer em silêncio, 
até onde o silêncio é viável. 
De alguém cuja presença faz nosso coração recuar.
 Muito além de um mero capricho, e é por isso também 
que eu insisto tanto em investir nessa relação.
É maravilhoso contar com a presença das pessoas que eu amo, 
mas, antes de tudo, estar comigo com ou sem elas, 
 
 precisa ser minimamente confortável, apesar de toda instabilidade climática
e da possibilidade de chuva ocasionais e trovoadas no decorrer do período. 
Precisa ter a maior qualidade de leveza que eu consiga. 
E, na medida do possível, precisa até ser divertido.
Afinal, não é pouca coisa: são vinte e quatro horas, ininterruptas, por dia.
Só da pra levar se rolar afeto, como diz um amigo meu. 
Só da pra levar bem se existir, um pouco que seja de amor, 
ele que, a gente sabe bem, é capaz de coisas incríveis. 
Muito mais do que um luxo, aprender a conviver melhor comigo 
é uma prioridade sempre atualizada além de ser um descanso...

SOMOS O LUGAR...

Chega um momento, depois de algum caminho percorrido, 
em que a gente pode até considerar que avançou menos do que supunha, 
mas entende ter avançado o máximo que conseguiu até então. 
E a gente agradece, com gentileza e compaixão por todos os caminhantes, 
porque somente quem caminha sabe o valor, o tamanho, 
a conquista, de que é feita a história de cada único passo. 
Há quem pare no meio da estrada e se enrede no 
suposto cansaço que mente o medo de prosseguir. 
Há quem corra tão freneticamente de si mesmo que 
nem percebe a paisagem ao seu redor. 
Há quem pareça recuar dois passos para cada um alcançado. 
No fim das contas, todos avançam, de uma forma ou de outra, 
ainda que, aos próprios olhos e aos alheios, o avanço seja imperceptível. 
 E, nos trechos da jornada em que já é possível caminhar com mais atenção, 
respirando os sentimentos singulares de cada passo, a gente percebe 
que não há exatamente um lugar onde chegar. 
Nós somos o lugar. 
A gente percebe que pode aprender a relaxar e a usufruir também 
da viagem e que essa é forma mais hábil e generosa de avanço. 
Não há movimento que se assemelhe 
àquele que nasce de um coração contente. 

Sou eu...

Tenho uma amiga que quando percebe que eu estou triste 
costuma me perguntar quem roubou a minha caixa de lápis de cor. 
Tem vez que nem pergunta, apenas comenta: 
“poxa, dessa vez levaram as cores que você mais gosta!” 
algumas vezes, quando eu choro diante dessa indagação não 
é pelas cores que não encontro na caixa 
nem por lembrar de quem supostamente as roubou. 
Choro por perceber que ainda dou aos outros o poder de roubá-las. 
Por notar que, no fim das contas, 
quem rouba os meus lápis de cor preferidos sou eu.

My Heart

Vim aqui me buscar porque, 
para onde quer que eu olhasse, 
eu não me encontrava. 
Porque sentia uma saudade tão grande que chegava a doer e, 
embora persistisse em acreditar que 
ela reclamava de outras ausências, 
a verdade é que o tempo inteirinho 
ela falava da minha falta de mim…

Vim aqui me buscar. Aqui, no meu coração...

Resista...

Resista um pouco mais, mesmo que as feridas 
latejem e que a sua coragem esteja cochilando.
Resista mais um minuto e será mais fácil resistir aos demais. 
Resista mais um momento, mesmo que a derrota seja um imã; 
mesmo que a desilusão caminhe em sua direção.
Resista mais um pouco, mesmo que os invejosos digam para você parar; 
mesmo que a sua esperança esteja no CTI.
Resista mais um momento, mesmo que você 
não possa avistar ainda a linha de chegada; 
mesmo que as inseguranças brinquem de roda a sua volta.
 Resista um pouquinho mais, mesmo que a sua vida esteja sendo pesada 
como a consciência dos insensatos e você se sinta 
indefeso como um pássaro de asas quebradas.
Resista porque o último instante da madrugada é 
sempre aquele que puxa a manhã pelo braço e essa manhã, 
bonita, ensolarada, sem algemas, nascerá para v
ocê em breve, desde que você resista.
Resista, porque eu estou sentada na arquibancada 
do tempo torcendo ansiosa  por você...Resista!!!

L'amour...


O amor desbasta o ego. 
Enxuga excessos. 
Delata as mínguas. 
Transforma as mágoas. 
Destrona arrogâncias e idealizações. 
Desmancha certezas e tece oportunidades. 
Bagunça a auto imagem todinha, piedade zero, culpa nenhuma. 
O amor percorre territórios devastados da alma com a 
calma necessária para reflorestar um a um. 
 Dissolve neblinas. 
Revela o sol. 
Destece máscaras. 
Reinaugura a humildade. 
Faz ventar. 
Faz chorar. 
Faz sorrir. 
Faz tempestade um monte de vezes pra dizer 
também céu azul um monte de vezes depois...

Nua..CRUA...LIVRE...


A gente inventa inúmeras maneiras 
para revestir o coração com 
isolamento acústico para evitar ouvi-lo.
A gente faz de conta que a vida é assim mesmo e ponto.
Até o dia em que a alma, cansada de não ser olhada, 
encontra o seu jeito de ser vista e 
de dizer quem é que manda.                    
De qualquer forma nua, crua totalmente livre...

No NOSSO ritmo, jeito...

Sou uma caminhante na estrada do aprendizado do amor. 
Às vezes, exausta, eu paro um pouquinho. 
Cuido das dores. 
Retomo o fôlego. 
Depois, levanto e, seduzida, enternecida pelo chamado, cheia de fé, eu prossigo.
  Um passo e mais outro e mais outro e mais outro, incontáveis. 
Sei de cor que não é fácil, 
mas sei também que é maravilhoso olhar para o 
caminho percorrido e perceber o quanto 
a gente já avançou, no nosso ritmo, do nosso jeito, um passo de cada vez.

Beijos bons...

É uma benção inestimável receber amor. 
Mas quando a gente dói, precisa 
cuidar da própria dor com o carinho 
com que gostaríamos de ser cuidados pelos outros. 
Com a atenção e a suavidade com que 
tantas vezes cuidamos de outras vidas. 
Os beijos bons precisam começar em nós.

Acenda...


Até que num belo momento, depois de muito cansaço,
depois de muito doer,depois de muita neblina,
depois de muita busca, sobretudo, a gente descobre,
contente que nem criança diante de novidade,
onde o amor estava o tempo todo.
Onde estava a chave.
Onde estava o alimento.
Maravilhados, começamos a cuidar de nós mesmos.
Começamos a dedicar carinho e delicadeza a nós mesmos,
esses que pensávamos que podiam vir somente dos outros.
Descobrimos que o interruptor que faz a
vida acender esteve o tempo inteiro no
nosso próprio coração

Liberdade é como saborear um passeio de bicicleta
sem precisar apostar corrida com ninguém.
Não temos que ter essa ou aquela velocidade.
Apenas pedalar.
No nosso ritmo...


Saborear...





Quem dera eu aprendesse a viver
cada dia como se fosse o último.
O último para dizer “obrigada”.
O último para dizer “me desculpa”.
O último para dizer “eu te amo”.
O último para abraçar cada pessoa amada com aquele
abraço bom que faz um coração cantar para o outro.
O último para apreciar a vida com o entusiasmo que
não guarda nenhuma delícia nem ternura pra depois.
O último para fazer as pazes.
Para desfazer enganos.
Para saborear com calma, como se me servissem um banquete,
a preciosidade genuína que cada único respiro humano representa.




Bendita...


De repente, um silêncio tão bem dito que não entendi mais nada.
Ao contrário de outros, alguns silêncios apagam a luz.
Bendita seja a claridade das palavras também
quando permitem que dúvidas sejam dissolvidas.
Que equívocos não sejam alimentados.
Que distâncias não cresçam.
Que a confiança prevaleça.
Que o afeto não se torne encabulado.
Bendita seja a claridade das palavras também
quando ficamos no escuro da incompreensão,
tateando as paredes deste cômodo pouco ventilado à
procura de um interruptor qualquer que acenda o nosso entendimento.
Bendita seja a claridade das palavras também
quando aproximam, em vez de afastar.
Quando nos possibilitam o conforto da verdade,
mesmo que ela desconforte.
Quando simplesmente queremos saber o que está
acontecendo com as pessoas que amamos simplesmente porque amamos.
Bendita seja a claridade das palavras quando ditas com o coração.
Ele sabe como acender a luz...


Com DEUS...





Quando a minha mente está calma,
eu acesso uma confiança que
é descanso e proteção.
Uma fé genuína na preciosidade da vida.
Sinto que tudo em mim se reorganiza,
silenciosamente, o tempo todo.
Que isso tem mais a ver com o meu olhar,
com a natureza das sementes que rego,
do que eu possa perceber....



Buscas e....


Depois de tantas buscas, encontros, desencontros,
acho que a minha mais sincera intenção é me
sentir confortável, o máximo que eu puder,
estando na minha própria pele.
É me sentir confortável, mesmo acessando,
vez ou outra, lugares da memória
que eu adoraria inacessíveis,
tristezas que não cicatrizaram,
padrões que eu ainda não soube transformar,
embora continue me empenhando para conseguir


Seguir...

Coragem, na maioria das vezes,
é apenas voltar para o próprio coração.
É apenas calar a ausência devastadora e infértil dele.
É apenas sair do lugar para um ponto um pouquinho
mais espaçoso e espalhador de sementes.
É apenas seguir.
Com medo e tudo.


Instantes...


Há instantes em que só cabe no abraço todo
o sentimento que as palavras todas não conseguem dizer.
Palavra às vezes até perde a fala diante de sentimento grande.



♥ For you ♥


De onde vem esse bem-querer assim tão fácil,
assim tão fluido, assim tão puro.
Conta de onde vem essa certeza de que, de alguma maneira,
a minha vida e a sua seguirão próximas,
como eu sinto que nunca deixaram de estar.
Conta pra mim por que, por mais que a gente viva,
o amor nos surpreende tanto toda vez que vem à tona.

E você me conta, a cada dia, a cada encontro,
reencontro, a cada momento vivido e que compartilhamos juntos.
Com você, descubro várias derivações e maneiras de declarar o "eu te amo" ...  
{Regina Zucatelli}