E a minha alma alegra-se com seu sorriso, um sorriso amplo e humano, como o aplauso de uma multidão...{Fernando Pessoa}

Se refletem no meu Espelho...

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Todo o tempo...

Nos revelamos aos poucos porque somos inacabados. 
Mudamos todo o tempo de opinião, mudamos conceitos, 
mudamos de cara, a cor do cabelo. 
Agregamos valores, descartamos sentimentos inúteis. 
Crescemos ou diminuímos diante do olhar do outro. 
Aprendemos a não nos enganar com carinhas sorridentes, 
aprendemos a confiar naquele que 
errou e se responsabilizou por seus atos. 
Antes de incluirmos achismos em nossos pré-julgamentos, 
que possamos adicionar delicadeza aos 
nossos olhos e doçura ao nosso coração.

Vira e FICA importante...

Acredito que pés descalços é o luxo da alma. 
Que estar perto é menos físico que a gente pensa. 
Que olhos falam, palavras estragam, e silêncio grita. 
 
Que a gente quer amar pra sempre, abrir o peito, recitar poema, 
sem se preocupar com o que os outros pensam. 
Sei que o que mais vale a pena é chamado de coisa pequena, 
que vira importante quando a gente deixa de achar que é grande...

O luxo da ALMA...

Todo mundo sente medo, sente dor, 
tenta consertar o que não tem conserto, 
carregamos marcas que não se apagam, 
ausências que fazem doer o peito. 
Mas ainda é possível ouvir estrelas. 
Deixar que nossa luz nos oriente. 
Ainda podemos rir como se a 
alegria fosse nosso melhor adereço.
Acredito que pés descalços é o luxo da alma. 
Que estar perto é menos físico que a gente pensa. 
Que olhos falam, palavras estragam, e silêncio grita. 
Que a gente quer amar pra sempre, 
abrir o peito, recitar poema, sem se
preocupar com o que os outros pensam. 
Sei que o que mais vale a pena é 
chamado de coisa pequena, 
que vira importante quando a  
gente deixa de achar que é grande...

Passos...

Apaguei as luzes, calei as vozes, me guardei 
por fora para dar voz ao que estava dentro. 
Sentimentos desencontrados esmurravam as portas do coração. 
Pensei em organizá-los em uma fila, um de cada vez por favor. 
Tá certo que as vezes precisamos 
bagunçar para encontrar o lugar das coisas. 
Aprendi que nada é tão grande como a gente vê. 
Ainda bem! 
Decidi descomplicar o simples, simplificar os dias. 
A gente planeja tanto, aí vem o inesperado fazendo festa, 
rindo dos nossos projetos megalomaníacos, 
nos ensinar que muita coisa depende de nós, 
mas que a vida é muito mais que um bloco de notas. 
Vem nos mostrar que não existe receita pronta, 
palavra certa, escolhas erradas, a vida se apresenta cada dia 
com uma nova roupa e cabe a nós tirá-la para dançar ou 
ficarmos sentados esperando a coragem chegar.
Reaprendi a construir caminhos sem me preocupar 
com a chegada, apenas com cada passo da caminhada.

Conceitos...


Não acredito que a primeira impressão é a que fica.
Simplesmente porque é impossível
mostrarmos quem somos logo de cara.
Nos revelamos aos poucos porque somos inacabados.
Mudamos todo o tempo de opinião, mudamos conceitos,
mudamos de cara, a cor do cabelo.
Agregamos valores, descartamos sentimentos inúteis.
Crescemos ou diminuímos diante do olhar do outro.
Aprendemos a não nos enganar com carinhas sorridentes,
aprendemos a confiar naquele que errou
e se responsabilizou por seus atos.
Antes de incluirmos achismos em nossos pré-julgamentos,
que possamos adicionar delicadeza
aos nossos olhos e doçura ao nosso coração



Ata-me...


Amarre minha alma a sua 
em perfeita comunhão
Aperte o nó do seu corpo
ao meu  no êxtase da paixão
Acorrente seus braços a mim  marcando
minha pele com suas mãos
Amordace minha boca antecedendo
os delírios que virão
Ata-me com minha total permissão



Te sinto...


Ele estava vivendo longe.
Eu te sinto em alguma parte e não sei onde estás
conseguia ela pensar em palavras.
Seu amor era tão fino que ela sorriu constrangida,
atravessada por uma frígida sensação de existir.
Parecia-lhe extremamente estranho que nessa mesma noite
ele vivesse nesse mesmo mundo,
que não estivessem juntos e
ela não visse o que ele fazia,
tão mais forte que a distância
era o seu pensamento de amor.
Amor era assim, não se compreendia
a separação concluía com docilidade


Cumplicidade...


Se o amor fosse uma sobremesa,
sonharíamos com creme brulee,
não com uma paçoquinha.
Teria que ser delicado, leve e muito doce.
Mas, convenhamos, a realidade não
é servida antes do cafezinho.
Idealizamos contos de fadas modernos e não percebemos
que o amor é construído na simplicidade dos dias.
No diálogo franco, nas manias que nos fazem rir, na saudade do cheiro,
na delicadeza de um elogio, na mão que apóia, no respeito,
no sorriso besta ao lembrar de um gesto, um fato.
Amor verdadeiro é muito mais que fotos
sorridentes em viagens programadas.
Não é cobrado ou possuído é fabricado.
Com a paciência diária,
com a vontade de caminhar juntos,
de construir dias nossos,
é cumplicidade, lealdade. 
Não é um doce lindo e bem montado é confeitado com
pequenos torrões de açúcar diários.



Seguir nua...



Desprezo frases feitas e livros de auto ajuda,
palavras de microondas, requentadas, pré-cozidas.
Quero ser surpreendida com a verdade,
mesmo aquela verdade que não se quer ouvir.
Preciso de respostas,
preciso deixar minha alma gritar para
espantar a letargia dos próprios poros.
Queria falar sobre 'minha' dor,
incertezas, devaneios e doçuras.
Ouvir a razão esmurrando a porta do coração.
Estar segura.
Estar decidida.
Estar de alma descalça.
Despida da roupa do bom senso,
seguir nua.
Perceber que viver de emoção não dói...



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