E a minha alma alegra-se com seu sorriso, um sorriso amplo e humano, como o aplauso de uma multidão...{Fernando Pessoa}

Se refletem no meu Espelho...

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Por entre espaços...

Muitas vezes, a mesma solidão que assusta 
é aquela que nos mostra caminho, 
que nos mostra reflexos e imensidões. 
Há quem tema estar só, há também aqueles que 
aprenderam a se achar delicadamente por entre espaços.
  
 A verdade é, que a solidão pode assustar ou confortar. 
Isso vai depender do que busca quando está só. 
Se buscar aos outros, estarás a andar num caminho triste. 
Se buscar a ti mesmo, poderá encontrar o mundo

Re_vivido e Re_amado...

Nada nessa vida nos pertence, nem a jornada e nem o corpo. 
Nem as palavras, nem os toques. 
Tudo o que fazemos hoje, será inegavelmente deixado para trás... 
Estradas pelas quais passaremos se tornarão lembranças 
jogadas ao tempo, ao vento, aos amores.
Nada nessa vida é nosso, tudo é doação. 
Desde um sorriso a um abraço, a um dia bem vivido ou um dia amargurado. 
Tudo o que fazemos, será história, escrita ou descrita 
por uma memória qualquer de alguém...Ou dos lugares.
 
 Nesses caminhos que não nos pertence, estamos somente de passagem. 
Nada é nosso, mas todo o lugar por onde passamos será 
um dia lembrando, relembrado e saboreado. 
Revivido e até mesmo "re-amado".
Então, não caminhe sem vontade, sem ânimo, sem desejo. 
Porque as pegadas que deixa para trás, um dia ainda serão a 
luz que muitos precisarão para seguir em frente...

Nos meus olhos...

E nos meus olhos existem segredos, mistérios. 
 Existem abrigos, moradas e solidão. 
 Existe calor para os que me buscam, mas também frio para os que me perdem. 
 E nos meus olhos existem histórias, sonhos e fantasias. 
 Memórias, lembranças e amores. 
 E nos meus olhos existem chegadas e despedidas.
   Existe brisa leve e forte ventania. 
 E nos meus olhos existe um arco-íris do que sou, da onde vim e um 
 espaço grande a ser pintado por onde ainda estarei. 
E nos meus olhos cabe mais, cabem mil coisas... 
Mil faces de mim que poucos conseguem ver. 
 Poucos conseguem sentir. Mas que existe... 
Nos meus olhos, nos meus segredos, nas minhas estradas.