E a minha alma alegra-se com seu sorriso, um sorriso amplo e humano, como o aplauso de uma multidão...{Fernando Pessoa}

Se refletem no meu Espelho...

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Intenso...

Que seja duradouro o que te absorve. 
Forte o que te acolhe. 
Intenso o que sentes. 
 Vive o que te aguarda. 
Doce o que te envolve. 
Suave o que provas. 
Presente, o que sonhas. 
Eterno, o que amas...



Uns..todos...

Existem pessoas tão espontâneas e que conseguem 
driblar a vida com tanta facilidade, que viver parece brincadeira. 
Outros carregam o fardo de suas dores e tudo parece muito difícil. 
Há uns é dado a grandeza da resiliência, outros é dado a sabedoria, a paciência.
 Outros possuem inteligência rara. 
 Uns são simples, outros sofisticados, elegantes. 
Uns são da terra, outros são das nuvens. 
Todos, absolutamente todos, exercem o seu papel insubstituível n
esta terra e a ninguém deverá ser dado o orgulho de se achar melhor....

Maioridade Sentimental,,,

Já ofereci pele, saliva, ânsia, brilho, 
doçura, filosofia e batimentos cardíacos. 
Já dei oceanos, sol, estrelas, poemas, canções, 
primaveras, invernos enroscados e quentinhos 
com romances embrulhados em papel luminoso. 

Declarei minhas fraquezas, lerdezas e certezas.
 Fiz vigília, abracei quarteirões, enchi a 
cara de vodca, o coração de vento e anexei amor. 
Fiz todas as porcarias. Agora é tarde. 
Demoras me causam calafrios. 
Desembarquei em outra ilha. 
Estou na maioridade sentimental... 



Tanto...nada

Tudo bem. Tudo indo. Tudo certo. 
Tanto amor. Tudo incerto. Tanta coisa ruidosa. 
Tanta saudade danosa. Tanto querer. Tanto fazer. Tanto prazer. 
Tanta espera pelo nada. Tanto frio no vazio. 
Tanto choro sem consolo. 
Tanta loucura solitária. Tanta dor sem cura. 
Tanto aqui. Tanto muito pelo pouco. 
Tanto pouco pelo muito. Tanta escuridão sem motivo. 
Tanta claridade sem necessidade.
Tantos presentes urgentes. Tantos futuros incertos. 
Tantos invernos nus. Tantas primaveras mortas. 
Tantos ensaios sem roteiros. Tantas peças sem palmas. Tanta coragem sem causa. 
Tantos medos sem motivos. Tantos punhos cerrados. Tantos abraços contidos. 
Tantos ganhos sem necessidade. Tantas necessidades sem ganhos. 
Tantas buscas sem encontros. 
Tantos imaginários. Tantos silêncios perversos. 
Tantas portas abertas. Tantos corações fechados. Tanta cumplicidade sem par. 
Tanto amor desperdiçado. Tantas lembranças acumuladas. 
Tanto eu presente. (Tantas pessoas), tanto tu ausente...

Meu advento...


No mais eu tenho uma profunda devoção a tudo 
aquilo que me faz bem e nessa eu até acredito em alguns anjos, 
energia abençoada da natureza e no sagrado de todo humano. 
E nunca, nunca mesmo fechei a edição dos 
meus conhecimentos sobre o amor. 
Esse é o advento pelo qual tenho maior admiração, 
mesmo sabendo que ele anda demorando demais aparecer por aqui. 
Não quero viver desacreditando em algo tão bom, 
mesmo ele sendo hóspede passageiro no meu coração.
Confesso que busco muitas coisas e acho saudável esse projeto. 
Todavia meu foco maior é pela sobrevivência de atos felizes. 
Nem que seja para conservá-los na memória. 
Não sei sobre você, mas eu tenho uma coleção 
ideias e a maioria delas sem serventia. 
Tenho também uma safra de metas anotadas em 
um caderninho que esperam o dia seguinte para acontecer.
Frequentemente divago, faço estorvo na 
minha paciência que é sempre apressada. 
Nessa aventura diária insinuo para a minha civilidade 
embora eu permaneça guardada em minha solidão.
Sigo assim e não aceito a dureza e a escassez embora 
quase tudo que sonhei ainda não encontrou tempo para acontecer. 
Sinceramente apego-me ao contraponto da realidade 
afirmando que o amor é contravenção, loucura, tarja preta 
para realizar sonhos e a vida é apenas um aviso prévio, 
insinuando que a felicidade tem que ser pra hoje. 


Ainda...

Amei com toda minha verdade e de verdade. 
Achei que era pra valer. Que era pra sempre. Que ia durar uma vida. 
Não durou o suficiente para me saciar. Durou apenas a saudade. 
Insisti. Ofereci. Esperei e nada aconteceu. 
Fui romântica excessivamente. Imperdoável. Inconsolável, sai de fininho. 
Inconformada, tive que guardar a história. Salvei-me e sobrevivi para contar. 
A vida consignou-me alguns estágios de coisas 
boas e uma sucessão interminável de “ainda”. 
Ainda faço. Ainda tenho. Ainda vou. Ainda consigo. Ainda realizo. 
Mesmo assim “ainda” acho que vivo uma história pessoal fenomenal. 
E nos meus ainda, eu sei com absoluta certeza de que não há nada de errado comigo. 
Sou imperfeita na tentativa de acertar e eu 
só tenho medo de não ter tempo para cometer todas as outras loucuras que desejo.

Todas as dores...

Eu já chorei todas as dores, 
todos os amores e todas as angústias. 
Pensei que não ia passar, mas passou. 
Eu já tentei posar de perfeita, 
mas deu tudo errado e consegui me recompor.
Eu já andei por caminhos que eu tinha certeza.
Até que eu percebi que estava na trilha errada. 
Eu já procurei mil motivos para ser feliz 
e os motivos eram tão repentinos que passavam. 
Hoje, eu sei com absoluta certeza de que 
não há nada de errado comigo. 
Sou imperfeita na tentativa de acertar...

O que BASTA...

Ah dia! 
Clareia meus pensamentos mais nebulosos. 
Refaz a minha esperança perdida. 
Sustenta o meu ombro cansado. 
Reduz meus atropelos. 
Arruma meus erros.
 Alimenta minhas certezas. 
Multiplica minha coragem. 
Abastece meu repertório de alegrias. 
Seca as minhas lágrimas. 
Respeita a minha saudade e afaga meu silêncio. 
Só o que me basta... 


Saber...

Humildade é um prato cheio para 
enxergar o olhar do outro, 
oferecer sem esperar em troca, reconhecer 
as limitações, ficar em silêncio. 
Saber que quando somos pouco 
é que somos muito.