E a minha alma alegra-se com seu sorriso, um sorriso amplo e humano, como o aplauso de uma multidão...{Fernando Pessoa}

Se refletem no meu Espelho...

Almas de SINCERIDADE...

Gosto das belas coisas claras e simples, 
das grandes ternuras perfeitas,
das doces compreensões silenciosas. 
Gosto de tudo, enfim, onde encontro 
um pouco de beleza e de verdade. 
 Porque há ainda no mundo,
graças a Deus, almas-astros onde eu gosto de me refletir,
almas de sinceridade e de pureza sobre 
as quais adoro debruçar a minha.

Bailar sobre...

A paz que tanto procuramos não está 
na previsibilidade e na constância, 
e sim no reconhecimento de que ambas existem: 
nada é previsível nem constante. 
E isso enlouquece a maioria das pessoas. 
Quer dizer que não temos poder nenhum? 
Pois é, nenhum. 
É um choque. 
Mas o segredo está em acostumar-se com a ideia. 
Só então é que se consegue relaxar e se divertir. 
Ou seja, a pessoa de mente saudável é aquela que, 
sabedora da sua impotência contra as adversidades, 
não as camufla e sim as enfrenta, assume a dor que sente, 
sofre e se reconstrói, e assim ganha experiência para novos embates, 
sentindo-se protegida apenas pela 
consciência que tem de si mesma e 
do que a cerca o universo todo, incerto e mágico.
 Acho que é isso. Espero que seja isso, 
pois me parece perfeitamente curável, 
basta a coragem de se desarmar. 
O sujeito com a mente confusa é um cara assustado, 
que se algemou em suas próprias convicções e tenta, 
sem sucesso, se equilibrar em um 
pensamento único, sem se movimentar. 
Já o sadio baila sobre o precipício.

Dos que não desistem...

Calmamente ela desistia das pessoas. 
E com o passar do tempo, e quanto mais o 
sol nascia na sua janela, mais calmante ela desistia. 
Na impossibilidade de não amanhecer
 todos os dias, mansamente ela vivia. 
Aprendia todos os dias a suavemente desistir, 
sabiamente desistir de tudo o 
que resiste, ou deseja com fraqueza. 
 Por que ela acreditava que amor não 
                                     se pede e então, se tivesse que pedir, partia.
E ao longo dos dias que se sucediam 
ela ia ganhando o ar sereno 
daqueles que sabem desistir em paz. 
Aprendeu com o tempo a usar sua 
força naquilo que valia a pena. 
E se alguém por ventura quisesse ficar, 
então ela amava. 
Amava intensamente. 
Amava com a força daqueles 
que não desistem nunca daquilo que quer estar

Odeio quem...

Odeio atenuantes, desculpas, restrições. 
Odeio quem marca e desmarca. 
Odeio quem maltrata a esperança do outro, 
quem não cuida da expectativa que mesmo criou.
Odeio quem afirma que não tem saída, 
que surgiu algo importante, 
que está de mãos amarradas. 
Sempre há o que fazer. 
Sempre podemos escolher.
Odeio quem diz que vai e depois retira a palavra. 
Quem sempre inventa um senão de última hora. 
Quem não banca seu desejo. 
Quem finge intensidade para soar romântico.
Adiar não é esperança. 
Um sim pela metade é não

Amo-te tanto...

Amo-te tanto que não sei te amar, 
amo tanto o teu corpo e o que em ti não é o teu corpo que 
não compreendo porque nos perdemos se a cada passo te encontro, 
se sempre ao beijar-te beijei mais do que a carne de que és feita, 
se o nosso casamento definhou de mocidade como outros de velhice, 
 

se depois de ti a minha solidão incha do teu cheiro, do entusiasmo dos teus 
projectos e do redondo das tuas nádegas, 
se sufoco da ternura de que não consigo falar, 
aqui neste momento, amor, me despeço e te chamo sabendo que não virás 
e desejando que venhas do mesmo modo que, 
como diz Molero, um cego espera os olhos que encomendou pelo correio

My Heart

Vim aqui me buscar porque, 
para onde quer que eu olhasse, 
eu não me encontrava. 
Porque sentia uma saudade tão grande que chegava a doer e, 
embora persistisse em acreditar que 
ela reclamava de outras ausências, 
a verdade é que o tempo inteirinho 
ela falava da minha falta de mim…

Vim aqui me buscar. Aqui, no meu coração...

Mudas...

Quem quer sair de uma história, 
cala-se e vai embora.
Porque as grandes dores são mudas.

E decisões definitivas não se 
demoram em explicações.

In Silence...

A maneira mais absoluta de aceitar alguém 
ou alguma coisa seria justamente 
não falar, não perguntar - mas ver. 
 Em silêncio...
{mas com alguns sons, aqueles, essenciais...}


Te DEVORO....

SEMPRE...

Estou sempre sentindo falta.
Estou sempre sobrando dentro de mim.
Tudo o que não passa, me devora.

Ainda há muito de nós
em tudo o que me importa 
"e sempre haverá"....

A LUZ? É INTRANSFERÍVEL...

Ninguém pode ser feliz pensando só em si, sendo egoísta, invejoso...
Ninguém pode ser feliz não se doando,
 não amando e vibrando com os seus...
A vida traz de volta o que tem no nosso coração, 
a vida traz de volta o que a gente não dá. 
Ela vem de volta no mesmo ritmo que a gente a navega, no mesmo tom de voz... 
Quem abraça forte, recebe um abraço forte de volta.
Ninguém pode ser feliz sendo pequeno, dando pouco, 
não se importando com um irmão.
A vida é mesquinha e triste e solitária para quem não tem luz no coração.
A luz? Vem do amor, da doação, 
de pequenos gestos de bondade gratuita e verdadeira. 
Quando a gente ajuda, a aura se ilumina. 
Quando a gente ama, o espírito se enriquece.
A verdadeira riqueza não é material, 
é o que a gente deixa nas pessoas.... 
são as pessoas que nos amam e cercam... 
Ninguém pode ser feliz sendo um.
Quanto mais você dá, mais você se multiplica... 
você fica no coração de muitos. 
Você é amado e querido. 
E isso, não tem preço. 
É intransferível.

Erótica...

Erótica é a alma que se diverte, que se perdoa, 
que ri de si mesma e faz as pazes com sua história. 
Que usa a espontaneidade pra ser sensual, 
que se despe de preconceitos, intolerâncias, desafetos. 
Erótica é a alma que aceita a passagem 
do tempo com leveza e conserva 
 o bom humor apesar dos vincos em torno dos olhos 
e o código de barras acima dos lábios; 
erótica é a alma que não esconde seus defeitos, 
que não se culpa pela passagem do tempo. 
Erótica é a alma que aceita suas dores, 
atravessa seu deserto e ama sem pudores.

Cometa bobagens...

Não compre manual para criar os filhos, 
para aprender o gozo, para despistar os fantasmas. 
Não existe manual que ensine a cometer bobagens. 
Não seja sério; a seriedade é duvidosa; 
seja alegre; a alegria é interrogativa. 
Quem ri não devolve o ar que respira.  
Use roupas com alguma lembrança. 
Use a memória das roupas mais do que as próprias roupas. 
Desista da agenda, dos papéis amarelos, de qualquer informação 
que não seja um bilhete de trem. 
Procure falar o que não vem à cabeça. 
Cantarolar uma música ainda sem letra. 
Seja imprudente porque, quando se anda em linha reta, 
não há histórias para contar. 
Chore nos filmes babacas, durma nos filmes sérios. 
Não espere as segundas intenções para chegar às primeiras. 
Não diga “eu sei, eu sei”, quando nem ouviu direito. 
 Almoce sozinho para sentir saudades do 
que não foi servido em sua vida. 
Ligue sem motivo para o amigo, leia o 
livro sem procurar coerência, 
ame sem pedir contrato, esqueça de ser o que os outros 
esperam para ser os outros em você. 
Transforme o sapato em um barco,
 ponha-o na água com a sua foto dentro. 
Não arrume a casa na segunda-feira. 
Não sofra com o fim do domingo. 
Alterne a respiração com um beijo. 
Volte tarde. 
Dispense o casaco para se gripar. 
Solte palavrão para valorizar depois cada palavra de afeto.  
Cometa bobagens. 
Ninguém lembra do que foi normal.


My only reason...

This love won't fade away
And through the hardests days
I'll never question this
You are the reason
My only reason


Tudo passa...

E aí você cai e levanta maior. 
E você percebe que amor é algo raro de sentir. 
E ...que na verdade, amamos com a cabeça e não com o coração. 
Que a mente tem mais poder do que imaginávamos. 
E que ser a vítima da história pode não ser bom, mas é mais digno. 
E descobre que precisa fingir pra seguir. 
E finge que não ama mais. 
Que esqueceu. 
Que não deseja que a vida devolva com toda 
a força um mal que alguém te fez. 
E finge com a boca. 
E finge com os olhos. 
E finge pra si mesma. 
E volta e meia, de tanto fingir, você acredita. 
E uma foto, um sorriso, e um olá, 
trazem a tona tudo aquilo que suja sua felicidade forjada. 
 E você cai outra vez. 
Mas cai sabendo que vai levantar forte.
E um dia você acorda e percebe que não 
está mais fingindo que não sente. 
Você tem certeza que tudo aquilo que 
te deixava triste, deixou de existir. 
Aí você percebe que nada foi fingimento. 
E passa a chamar de pensamento positivo e certeza de que 
quem decide o que vai sentir, é você mesma. 
E depois disso, tudo passa a doer menos. 
Depois disso, tudo passa.

Compartilhar...

A vida não é um jogo onde só quem testa 
seus limites é que leva o prêmio. 
Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. 
Se a meta está alta demais, reduza-a. 
Se você não está de acordo com as regras, 
saia fora, demita-se, invente seu próprio jogo. 
Faça o que for necessário para ser feliz, 
mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, 
você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por 
não perceber sua simplicidade. 
Aprendamos a difícil, mas sábia lição, 
de que reconhecer um erro não nos diminui, 
mas nos engrandece, e que as pessoas 
não existem para nos admirar, 
mas para compartilhar conosco a beleza da existência...


Porque chega uma hora que temos que 
nos vermos com nossos olhos, olhos bonitos...

Ainda e SEMPRE...

O teu corpo em movimento
 Os teus lábios em flagrante

 O teu riso,o teu silêncio
 Serão meus ainda e sempre...

Profundezas...

Quando pensamentos e sentimentos ficam 
tranquilos como as águas de um lago, 
eu posso ver através as profundezas. 
Na quietude, há um fim do pensar e o 
começo do “ver” o fundo de mim. 
Apenas então consigo acessar o poder da "minha sabedoria",  
o poder do meu coração amoroso, o poder da minha verdade, 
para criar o modo que eu viverei minha vida. 
Que hoje eu fortaleça a qualidade da minha 
vida ao acessar a profundeza de mim mesmo...

Depois, de NOVO...

Então, relacionamento perfeito, nem pensar.
Mas uma ligação de cumplicidade e ternura, 
de sensualidade e mistério, ah, 
essa eu acho que pode existir. 
Como todos os contratos ]
(não falo dos de papel  mas de corpo, coração e mente), 
esse precisa ser renovado de vez em quando: 
a gente tira o contrato da gaveta da alma, e discute. 
 Briga talvez, chora, reclama, mas ainda ama, ainda deseja. 
Ainda quer o abraço, o passo no corredor, o corpo na cama, 
o olhar atento por cima da xícara de café... 
quer até a desorganização e a ruptura, 
para depois de novo o que é bom reconstruir.

Que um relacionamento não seja prisão; 
que não seja enfermaria nem muleta; 
mas que seja vida, crescimento 
(turbulências eventuais incluídas)

Liberdade...

Até que um dia, por astúcia ou acaso, 
depois de quase todos os enganos,
 ela descobriu a porta do labirinto...  
nada de ir tateando os muros como um cego. 
Nada de muros. 
Seus passos tinham enfim 
a liberdade de traçar seus próprios labirintos...




A gente VIVE...

Nada é tão definitivo assim e a 
gente nunca é, a gente está. 
A gente vai experimentando aqui 
e acolá, vai sentindo o ritmo, 
o tempo, tendo cuidado com algumas 
coisas e desrespeitando 
as placas de aviso de perigo de outras.
 A gente cai, levanta, chora, celebra. 
A gente vive. 
A gente se conhece através das 
reações dos outros a nós mesmos. 
A gente se trabalha ou estagna, regride ou evolui.
A escolha é sempre nossa!

Temos que...

Há uns duzentos anos Benjamin Franklin contou 
ao mundo o segredo do sucesso dele. 
Nunca deixe para amanhã, disse ele, o
 que você pode fazer hoje. 
Ele foi o homem que descobriu a eletricidade, 
o certo seria acreditar no que ele disse. 
Eu não sei por que adiamos as coisas 
mais se eu tivesse que apostar, 
eu diria que tem a ver com o medo. 
Medo de fracassar, medo da dor, medo da rejeição. 
Às vezes é medo de tomar uma decisão, 
porque e se for a decisão errada? 
E se a gente cometer um erro que não da pra consertar? 
Seja qual for o nosso medo, uma coisa é certa: 
o sofrimento por não fazer alguma coisa é pior 
do que o sofrimento por fazer...
É melhor prevenir que remediar. 
Bobeou, dançou.
 
Não podemos dizer que não fomos avisados, 
todos conhecemos os ditados, ouvimos os filósofos, 
ouvimos o aviso dos nossos avós sobre tempo perdido, 
ouvimos os malditos poetas nos 
mandando aproveitar ao máximo. 
Mas ainda assim, às vezes, nós pagamos pra ver. 
Temos que errar para aprender. 
Temos que aprender nossas lições. 
Temos que varrer a possibilidade de hoje pra 
debaixo do tapete de amanhã até não poder mais. 
Ter certeza é melhor que imaginar. 
Acordar é melhor que dormir. 
E mesmo o maior fracasso, mesmo o pior e 
mais incontornável erro é melhor do que nunca tentar... 

O outro..os outros...

Não é à toa que entendo os que buscam caminho. 
Como busquei arduamente o meu!
E como hoje busco com sofreguidão e 
aspereza o meu melhor modo de ser,
o meu atalho, já que não ouso mais falar em caminho.
Eu que tinha querido o Caminho, com letra maiúscula, 
hoje me agarro ferozmente à procura 
de um modo de andar, de um passo certo.
 Mas o atalho com sombras refrescantes e 
reflexo de luz entre as árvores, o atalho onde 
eu seja finalmente eu, isso não encontrei. 
Mas sei de uma coisa:
meu caminho não sou eu, é o outro, é os outros.
Quando eu puder sentir plenamente o outro 
estarei salva e pensarei:
eis o meu porto de chegada...
 

Emoções e Acasos...

A vida, as suas perdas e os seus ganhos, a sua 
mais que perfeita imprecisão, os dias que contam 
quando não se espera, o atraso na preocupação 
dos teus olhos, e as nuvens que caíram 
mais depressa, nessa tarde, o círculo das relações 
a abrir-se para dentro e para fora 
dos sentidos que nada têm a ver com círculos, 
quadrados, rectângulos, nas linhas 
retas e paralelas que se cruzam com as 
linhas da mão; 
a vida que traz consigo as emoções e os acasos, 
a luz inexorável das profecias que nunca se realizaram 
e dos encontros que sempre se soube que 
se iriam dar, mesmo que nunca se soubesse com 
quem e onde, nem quando; essa vida que leva consigo 
o rosto sonhado numa hesitação de madrugada, 
sob a luz indecisa que apenas mostra 
as paredes nuas, de manchas húmidas 
no gesso da memória; 
a vida feita dos seus 
corpos obscuros e das suas palavras 
próximas...

Chega um tempo...

Chega um tempo em que você não quer ser aprovada. 
Deseja ser amada. 
Chega um tempo em que você para de olhar. 
Aprende a perceber. 
Para de correr. 
Aprende a caminhar. 
Para de reclamar.
 Valoriza silenciar.  
Chega um tempo em que você deixa de sonhar com o futuro. 
Prefere se aconchegar nos braços do agora. 
Chega um tempo em que você cansa das promessas. 
Despede-se dos ‘quem sabe’.  
Passa a flertar com o presente.  
Esse tempo atende pelo nome de maturidade...

Ainda queima...

Amar a si próprio é esse movimento: 
não se resignar, não se conformar com o que foi feito, 
não mergulhar na repetição desanimada dos dias: 
olhar cada lembrança de frente e ver se ainda queima.
 Olhar cada palavra de frente e ver se ainda queima. 
Olhar cada atitude de frente e ver se ainda queima. 
E incendiar a nossa vida na vida do outro...

Dispenso...

Preciso de pessoas que me amem 
na riqueza, na pobreza, na saúde e na doença. 
Que sejam amigas, sejam amores, sejam parceiras. 
Que deem valor ao que foi dito como se 
estivesse registrado e escrito. 
 Prefiro as que me doam intensidade, alegria e 
contribuam na insanidade de viver. 
Preciso de verdade não de fingimento. 
O resto é excesso. 
A outra parte eu dispenso...

Ninguém é...

Momentos não definem uma essência. 
Ninguém é sem caráter porque bebeu demais em uma festa. 
Ninguém é bobo ou vulnerável pois hasteou 
sentimentos em bandeira branca. 
Ninguém deixa de ser a mesma pessoa por mudar de opinião. 
Ninguém é qualquer estereotipo que qualquer
idiota define momentaneamente. 
Se apaixone por pessoas e momentos, 
calce o bom senso, vista a sua consciência e viva. 
A consciência é isso. 
Um equilibro entre você e o mundo. 
Entre o sentimento verdadeiro e o desnível. 
Entre o você e o novo você. 
Não tenha receio de ser essa miscigenação 
de erros e acertos sem fórmulas. 
Então se eu pudesse lhe dizer uma coisa, seria: 
sacie a sua consciência, não as expectativas alheias.

Pisando em...

Vedi
Nella luce di una stella che già non esiste
Da dove io ti guardo il mio amore insiste
È una costellazione solo mia
Giuro
Io non ti voglio più come volevo
Ma il cuore non mi ascolta
E chiede almeno

Pisando em cacos de amor

Num descuido...

O verdadeiro encontro nasce na Alma, antes de tudo. 
No toque a beleza só se reafirma. 
Não há frustração, riso pouco, choro de expectativa. 
Quando a ternura (na pele, na voz, na verdade) não se consolida, 
não fomos encontrados, tocados, 
batizados pelo afeto do outro. 
Fomos apresentados, apenas. 
Tropeçaram em nós num descuido, 
numa confusão, numa visita. 
O verdadeiro encontro nasce na Alma e nela 
se deita para compor seus inteiros. 
Encontro bom é Encontro-Templo: 
lar consagrado que só abriga o que faz 
transbordar imensos um sopro, 
um pensamento, eternidades. 
Por ele – e só por ele – ficaremos.

Dá-me...

Senhor, que és o céu e a terra, que és a vida e a morte!
O sol és tu e a lua és tu e o vento és tu!
Tu és o nosso corpo e a nossa alma e o nosso amor és tu também.
Onde nada está tu habitas e onde tudo está eis o teu corpo.
Dá-me alma para te servir e alma para te amar.
Dá-me vista para te ver sempre no céu e na terra, 
ouvidos para te ouvir no vento e no mar, 
e mãos para trabalhar em teu nome. 
Torna-me puro como a água e alto como o céu.
Que não haja lama nas estradas dos meus pensamentos 
nem folhas mortas nas lagoas dos meus propósitos.
Faze com que eu saiba amar os outros 
como irmãos e servir-te como a um pai.
 
Minha vida seja digna da tua presença.
Meu corpo seja digno da terra, tua cama.
Minha alma possa aparecer diante de ti como um filho que volta ao lar.
Torna-me grande como o Sol, para que eu te possa adorar em mim; 
e torna-me puro como a lua, para que eu te possa rezar em mim; 
e torna-me claro como o dia para que eu te possa 
ver sempre em mim e rezar-te e adorar-te.
Senhor protege-me e ampara-me.
Dá-me que eu me sinta teu.
Senhor livra-me de mim...

Vaya Con Dios...